Hoteleiros defendem construção de pólos turísticos

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A Associação de Hoteleiros e Resortes de Angola (AHRA) pede ao Governo para proceder ao arranque da construção dos pólos turísticos, aprovados pelo Ministério de Hotelaria e Turismo, para promover o turismo interno enquanto sector importante para impulsionar o crescimento da economia.

A ideia foi avançada na sexta-feira, em Luanda, pelo presidente da AHRA, à margem do encontro que manteve com o ministro da Economia, Abraão Gourgel.
Armindo César disse que o Ministério da Hotelaria e Turismo elaborou um plano operativo do turismo (POT) aprovado recentemente pelo Conselho de Ministros que contém um conjunto de objectivos com os quais a AHRA se identifica.
A AHRA está preocupada com as infra-estruturas turísticas já demarcadas no pólo de Cabo Ledo, de Calandula e de Okacavango, que até hoje não dão sinais de arranque, quer em termos de construção de resortes, quer de outras infra-estruturas.
Os hoteleiros mostraram a sua disponibilidade em apoiar a construção das infra-estruturas, tão logo comece a execução do projecto. “O turismo é um sector transversal que pode acelerar o crescimento de outros sectores e  ajudar o país a equilibrar as suas contas”, referiu.
A AHRA apresentou ao ministro da Economia outras preocupações como a baixa da taxa de ocupação de hotéis, a dificuldade de acesso às divisas, e a queda do fluxo de turistas para o país, o que impede a captação de mais rendimentos para a economia angolana.
“Não precisamos de construir já todos os pólos, mas queremos arrancar com um e ao longo do tempo avançar para os outros”, referiu.
Armindo César disse que a situação económica do país está a reduzir a mobilidade dos angolanos por dentro do país e, mesmo os poucos que ainda se deslocam para lugares diferentes das suas residências, hospedam-se em casa de parentes. A nível do turismo externo, assiste-se a uma redução substancial da entrada de turistas que vêm em negócios ou em serviço. “Daí a baixa da taxa de ocupação nos hotéis”, disse.
Para reverter o quadro, a AHRA sugere a remoção de alguns constrangimentos, como a excessiva  burocracia na obtenção de vistos de entrada aos estrangeiros a quem é solicitada, de forma exagerada, a carta de chamada. “A obtenção de visto leva 15 dias. Achamos que se pode aliviar essa carga burocrática”, ressaltou.
A nível interno, Armindo César sugere maior divulgação e promoção das potencialidades que o país possui para que os angolanos percebam que para viverem dias de lazer não precisam de se deslocar para fora do país.
A AHRA vai colocar a curto prazo um código de conduta aos associados para respeitarem as regras de jogo. “Não se pode aceitar que uma pensão cobre o mesmo preço que um hotel de três estrelas”, disse.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/hoteleiros_defendem_construcao_de_polos_turisticos

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