Capital privado pode viabilizar turismo

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O Cunene tem classificado um conjunto de sítios turísticos que, com investimentos, representa um enorme potencial de negócios e arrecadação fiscal, considerou sexta-feira, em Ondjiva, o director provincial do Comercio, Hotelaria e Turismo

Gabriel Hikimote disse num encontro com empresários da Câmara de Comércio e Indústria da província que alguns locais turísticos precisam apenas de investimentos para a reabilitação, construção de infra-estruturas, recuperação de vias de acesso, formação de guias turísticos e de gestores.
O director apontou o complexo turístico Mandume ya Ndemufayo, em Namacunde, “um gigante adormecido”, por até agora não dispor de uma gerência para administrar as infra-estruturas recentemente reabilitadas.
Gabriel Hikimote anunciou que os serviços que dirige lançam, em breve, um concurso para se encontrar uma entidade idónea que garanta uma gestão eficiente e a recuperação dos investimentos feitos em infra-estruturas.
Indicou ainda as Cataratas do Ruacaná, no Curoca, a Fortaleza do Forte Roçadas e o considerado maior embondeiro de África, em Ombadja, assim como a Ombala Grande de Oipembe,  no Cuanhama.
O director provincial convidou os investidores nacionais e estrangeiros a apostarem no sector do turismo do Cunene, para que aquela província possa ombrear com as demais do país e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

A rede hoteleira do Cunene obtém um crescente protagonismo, apesar das dificuldades financeiras, afirmou, acrescentando que a província conta com mais de 618 quartos, que perfazem um total de 829 camas distribuídas por hotéis, hospedarias, pensões, restaurantes e similares.

Acordo monetário

O sector do Comércio no Cunene está afectado pela escassez de divisas nos bancos, o que dificulta as importações, pelo que urge a conclusão de um acordo monetário transparente entre bancos angolanos e namibianos com vista a facilitar as transacções comerciais.
O responsável considerou o actual modelo das trocas comerciais prejudiciais, sobretudo para os operadores angolanos, constrangidos a recorrerem aos cambistas informais para fazerem aquisições no mercado namibiano.
A rede comercial da província conta com mais de 555 estabelecimentos, dos 780 licenciados.
A degradação das vias de acesso, que impede o escoamento de produtos das áreas de produção para as de venda, é uma constante preocupação do sector do Comércio, já que a maior parte dos estabelecimentos está localizada ao longo da estrada nacional 105.
Os municípios do Cuvelai e do Curoca são os que menos estabelecimentos possuem, situação que deixa as autoridades locais preocupadas.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/capital_privado_pode_viabilizar_turismo

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