Angola: Sector turístico diz-se preparado para dar expressão à economia

Luanda – O sector turístico do país apresenta-se com condições para dar expressão à economia nacional, devendo, para o efeito, contar com parceiros como a transportadora área de bandeira TAAG, a Associação de Resort e Hotéis e o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

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Segundo o director geral do Instituto de Fomento Turístico (Infotur), Eugénio Clemente, para permitir a entrada de divisas ao país por via do turismo, Angola aposta num inventário de mais de dois mil e 500 recursos turísticos identificados.

“O turista vem pagar em moeda estrangeira. Estamos em condições de dizer que se não optarmos por esse caminho perderemos uma oportunidade de arrecadar mais recursos financeiros”, afirmou.

Eugénio Clemente, que falava hoje (sexta-feira) no final de um encontro com representantes da TAAG, do SME e da Associação de Resort e Hotéis, disse acreditar que o sector pode funcionar como indutor para o desenvolvimento de outros ramos da economia do país, que ressente da acentuada baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Cada uma dessas instituições, prosseguiu o director geral do Infotur, acaba por ter um papel determinante nas acções que queremos implementar a curto, médio e longo prazos.

Sobre a participação da TAAG no processo, Eugénio Clemente defende que “nessa estratégia de mobilidade a companhia aérea nacional terá uma expressão significativa para a presença de turistas nacionais e estrangeiros no mercado interno”.

O administrador comercial da TAAG, William Boulton, diz pensar que o turismo será um factor importante para o futuro da companhia, sendo uma das fontes de negócios da empresa.

Nesse quadro, segundo William Boulton, a transportadora vai direccionar também o seu segmento de negócios ao turismo como expressão, e não apenas ao turismo de negócios, como vem acontecendo até agora.

Para o representante da Associação de Resort e Hotéis, Alexandre Portugal, as soluções para a atracção de mais turistas passam por diversas atitudes que vão ter que ser tomadas.

Realçou o facto de ter de se ultrapassar os altos preços cobrados na transportação aérea no país e nos hotéis, o que deixa o mercado interno em desvantagem com os países da região e da Europa.

“Temos a consciência que não somos um dos países mais atractivos em África em termos turísticos, daí a necessidade de melhor as nossas infra-estruturas neste sector”, afirmou.

O encontro visou, entre outros factores, fazer uma análise da estrutura para a atracção de turistas ao território nacional, numa altura em que o país regista uma quebra acentuada na entrada de receitas.

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