General do MPLA pede mediação de Marcelo nas relações com Angola

General do MPLA pede mediação de Marcelo nas relações com Angola

O general angolano e alto dirigente do MPLA Bento dos Santos “Kangamba” elogiou, esta segunda-feira, a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente da República de Portugal, apelando ao seu papel como “mediador” nas relações entre os dois países.
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General do MPLA pede mediação de Marcelo nas relações com Angola
25/01/2016
O general angolano e alto dirigente do MPLA Bento dos Santos “Kangamba” elogiou, esta segunda-feira, a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente da República de Portugal, apelando ao seu papel como “mediador” nas relações entre os dois países.

REUTERS/HUGO CORREIA

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“Neste momento não temos que ter dirigentes com muito fogo-de-artifício entre os dois países e sim com calma e paciência para ultrapassarmos os problemas. Portugal não pode ser o país onde se criam problemas a Angola, mas onde se resolvem os problemas de Angola, espero esse papel de mediador dele”, disse o general e sobrinho do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Bento dos Santos “Kangamba”, secretário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) em Luanda, falava aos jornalistas à margem de uma visita de campo ao município de Belas, na capital angolana, tendo destacado a “política muito madura” em Portugal, que “beneficia a democracia” do país, tendo em conta as eleições presidenciais de domingo.

“Vamos bebendo a experiência de Portugal, de democracia aberta”, apontou, deixando desde já o desejo de ver Marcelo Rebelo de Sousa realizar a Angola a sua primeira visita enquanto chefe de Estado português, fora da Europa.

“Seria um muito bom sinal. Não tem como os portugueses estarem contra Angola, não tem como os angolanos estarem contra os portugueses. Nós estamos condenados a viver juntos, a estar juntos, é a mesma língua, vivemos juntos, sãs as mesmas famílias, os nomes são iguais”, recordou.

Angola e Portugal têm vivido vários momentos de tensão nas relações bilaterais nos últimos anos, que levaram mesmo o Presidente angolano a anunciar, em 2013, o fim da intenção de estabelecer uma parceria estratégica com o país.

“Quando se ganham umas eleições em Portugal, a primeira ligação que se tem de fazer é conversar com os dirigentes angolanos e criar aquele ambiente muito forte entre irmãos”, disse ainda o general “Kangamba”.

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